Há coisas que toda a gente devia fazer pelo menos uma vez na vida! Ir a um/a astrólogo/a é uma delas!

Em vez de esperar pelas previsões anuais do meu signo fui mais além, procurei uma astróloga e fiz um mapa personalizado. Valeu muito a pena.

Não pelas previsões mas pelo processo de auto descoberta que aquela consulta me proporcionou.

Uma consulta astral bem-feita, por uma pessoa séria e competente vale tanto como várias consultas de terapia.

É um processo de autoconhecimento grande e profundo. Mas é preciso estar aberto para ouvir, aceitar ou não, e tirar as próprias conclusões.

Vi que a minha interlocutora era séria assim que liguei. Também já me tinham dito maravilhas dela.

Pediu-me a data de nascimento incluindo dia, ano e hora. O local também é importante. Marcou a consulta para daí a uns dias, primeiro teria de estudar o mapa. O que é bem complexo por sinal.

O outro sinal de seriedade é que ela própria gravou a consulta e ma enviou. Disse-me que eram demasiadas coisas para absorver no momento e assim mais tarde quando quisesse ou tivesse dúvidas podia ouvir e avaliar melhor os temas abordados.

Quando as pessoas se permitem expor-se é porque se sentem seguras do seu valor e se sentem responsáveis pelo que dizem.

Ia com vontade de saber mais do futuro mas ela dissuadiu-me logo – eu não faço futurologia, aqui estudam-se aspectos e posições astrais que fazem com que cada um se conheça melhor.

– Então o que estou aqui a fazer? – Pensei.

As respostas vieram num chorrilho!

Não contei nada sobre a minha vida, ela não tinha como saber. Mas as afirmações certeiras começaram a surgir.

E eu, boquiaberta, não ousei duvidar. Você é um bocado individualista, você é boa comunicadora, você é solitária, você é isto e aquilo…

Verdades e mais verdades. De repente estava eu ali a nu, eu que não me tinha exposto, eu que não tinha contado nada da minha vida.

Mas o melhor de tudo não foi ela dizer-me que eu era assim ou assado, o melhor foi ela dizer-me porque eu era assim, porque reagia de determinada forma e como poderia superar algumas coisas difíceis que me faziam sofrer. Foi muito útil para confirmar algumas dúvidas que já tinha. É claro que nem tudo bateu certo mas posso dizer que 80 por cento correspondeu.

E o futuro? Perguntava eu ansiosa, o amor? O trabalho? O dinheiro?

As respostas concretas não vieram, mas fiquei a saber que há trânsitos “lixados” e que o mercúrio retrógrado nem sempre colabora, mas às vezes o sol lá dá o ar da sua graça e um dia cinzento pode dar lugar a outro brilhante.

Os horóscopos de revista não funcionam ou funcionam mal, mas um horóscopo personalizado e bem feito pode fazer muito pelo nosso desenvolvimento pessoal.

A palavra que me ocorre é que pode ser “Surpreendente”.

No ocidente não temos este hábito mas no oriente os mapas astrais são levados tão a sério que a cada nascimento o bebé tem direito ao seu, e antes dos famosos casamentos arranjados na Índia as famílias comparam os mapas astrais dos pretensos noivos para ver se eles são compatíveis e se tem chance ou não de ter uma relação duradoura.

Parece muito louco mas fazer o mapa é mais barato que pagar um divórcio tempos depois. Por isso porque não fazê-lo?

Com um novo ano a aproximar-se vale a pena uma nova abordagem de nós próprios. Experimentem, eu gostei muito!

Cabelo e Maquilhagem- Ricardo Martyr Cabeleireiros

Fotografia- Carrossel