Ser uma solteira feliz, os segredos para deixar os homens loucamente apaixonados ou conseguir ter o seu ex de volta, estes temas interessam-lhe? Então vamos lá falar sobre isto!

Tenho a convicção de que os livros não vêm ter connosco por acaso, mas nas alturas em que precisamos de os ler. Eu sou suspeita porque leio vários ao mesmo tempo e encaro a leitura como algo terapêutico.

Nas últimas semanas entre empréstimos, sugestões e compras dei comigo a ler estes três. E dependendo da forma como os encaramos podem ser para chorar ou para rir.

No meu caso deu-me para rir. Não estão especialmente bem escritos, são deveras superficiais mas os temas são pertinentes e afinal não aprendemos só com o Saramago ou Tolstói.

Estes três livros juntos ensinam a – Ser uma solteira feliz, seduzir convenientemente o homem amado e a recuperar de uma separação. São histórias que se complementam.

Começando pelo ”Como ser solteira, Bem-vinda à festa” é um guia de como as mulheres solteiras de trinta e poucos anos vivem. Já não há motivos para se sentirem “encalhadas” até porque boa parte está sozinha apenas porque quer e não por falta de pretendentes. Ter uma relação não é fácil e quando as pessoas se habituam a fazer tudo à sua maneira, só se voltam a comprometer quando vale muito a pena e com alguém muito especial. E isso vamos lá a ser sinceros…Não é nada fácil! Mas o melhor deste livro é ver como as mulheres se comportam no jogo da sedução dependendo da sua cultura. Aprendi, por exemplo, que as francesas são muito mais difíceis e orgulhosas para com os homens que as americanas (Risos)!

Já “Os segredos das mulheres brasileiras para manter o seu homem loucamente apaixonado” é mesmo divertido. Seguir os conselhos da autora e ser aquela sex bomb na vida e na cama em simultâneo parece extremamente cansativo. Mas por outro lado ela ressalva que só vale o esforço com o homem certo, aquele especial e que nos merece.

Valha-nos isso porque para nós portuguesas tanta maquilhagem e perfume e depilação e saltos altos e essas coisas todas, às vezes parecem excessivos mas os argumentos são fortes – Você não se arranja para ir a uma reunião de trabalho ou a uma festa? Então e para o seu marido ou namorado não deve arranjar-se também? – A sua casa é a sua maior empresa – Diz ela – E com este tipo de argumento não há como pô-la em causa!

Poderia falar de tantos outros assuntos porque o livro é um manancial de conselhos práticos e detalhados de como agir, mas no fundo tudo se resume ao facto de que as mulheres carinhosas e sedutoras conseguem tudo o que querem (o que não é novidade afinal já dizia o velho ditado que é com mel que se apanham moscas) aqui a grande novidade é mesmo que as mulheres sedutoras fazem o que querem porém levam os homens a acreditar que eles é que mandam. Pessoalmente acho isto um pouco redutor mas pelo que já vi tudo é possível!

Se perder o homem da sua vida aí a leitura ideal é sem dúvida o livro “Os homens (às vezes, infelizmente) voltam sempre”.

Curar-se da dor de cotovelo é difícil mas para a socialite e bem-humorada autora deste livro é um bocadinho mais fácil. Afinal entre refúgios de luxo, cocktails exóticos e amigas interessantes fica tudo mais glamouroso.

Ela ensina como fazer voltar o homem que ama e resumidamente a conclusão é que se quer que ele volte o que tem que fazer é…não fazer nada. E nada é rigorosamente NADA, fingir que morreu e não dar sinal de vida nem por um momento. É claro que longe do alcance da vista dele pode descabelar-se, chorar e gritar, mas sempre em privado. Quanto às notícias que eventualmente possam chegar até ao seu ex é de que está ótima, linda e maravilhosa. Se entretanto arranjar outro, melhor ainda. O que a autora chama de “namorados ocasionais”.

Até porque às vezes estes a quem damos pouca importância e onde não pomos empenho
podem muito bem depois vir a tornar-se “os tais”.

“A expectativa mata o fluxo” diz o mestre do meu curso de psicoterapia. E é bem verdade, quando não esperamos nada, tudo o que vem é lucro. Quando idealizamos muito podemos apanhar um balde de água fria. Ah e segundo a autora, outro conselho muito importante, uma miúda nunca espera por ninguém. Vive!

E a autora conclui que na maioria das vezes quando os “ex” decidem voltar, somos nós que já não os queremos. Acontece!

Concordo e reforço – Viva por si, não espere coisas extraordinárias e seja grata ao universo pelo que tem e acredite que o melhor ainda está por vir.

Mais importante que a chegada é o caminho, portanto se está sozinha e triste aproveite essa experiência para crescer, divertir-se, viver novas emoções. Se a viagem for boa nem se dará conta quando tiver chegado ao destino!