Setembro – Pode ser o mês ideal para passar um antivírus na nossa vida!

Depois da silly season quando o sol brilha, a praia convida e a boa disposição faz esquecer os problemas, vêm a melancolia do outono.

Os dias ficam mais pequenos, as aulas e o trabalho recomeçam e por isso passamos mais tempo recolhidos.

As folhas das árvores caem e a natureza sabiamente segue o seu rumo.

É importante que nós sigamos o nosso também.

Às vezes é libertador fazer uma faxina completa, na nossa casa, nos nossos hábitos e na nossa vida.

Antes de começar a comprar roupa da coleção de inverno porque não arrumar e doar tudo o que já não usamos? Tirar aqueles livros da estante que não gostamos nem queremos?

Desfazer-se de bens que não usa pode ser libertador. Liberta-nos espaço, liberta-nos memórias que às vezes já não queremos e liberta-nos tempo para nos ocuparmos com outras coisas.

E quando varremos da nossa cabeça os sentimentos negativos, as situações desconfortáveis e aprendemos a desvalorizar quem não nos faz bem?

Isso então é triplamente libertador!

Quando o nosso cérebro passa o antivírus pelos sentimentos maus, abre-se espaço para os sentimentos bons.

Às vezes ao deixar de perder tempo com pessoas que não interessam ganhamos tempo para descobrir pessoas que merecem a nossa companhia e que nos fazem bem.

A nossa vida é uma questão de escolhas, de opções, se não cabe tudo porque não optar por ficar apenas com o melhor?

Porque no final das contas não é o que TEMOS que importa e sim o que SOMOS.

Este último é que nos enche o coração. O que temos é importante, mas apenas preenche pequenas lacunas, é uma felicidade que se esgota rapidamente, já o que somos é nosso, fazemos com isso o que quisermos e ninguém nos pode tirar!

Ao sentirmo-nos bem, ao sermos – abre-se um ciclo de bem-estar – porque quanto mais somos mais temos…Amigos, felicidade, amor- E mais nos realizamos.

Vamos começar as limpezas cerebrais?